Por Que o Mercado Imobiliário Ainda Não Morreu? (E Por Que Você Deveria se Importar)
- Cartaxo Imóveis
- 10 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Investir em imóveis é como aquela tia que você adora, mas que insiste em usar roupas dos anos 90. Parece desatualizado, às vezes até ridículo, mas ainda tem algo que te faz respeitá-la. Sim, o mercado imobiliário não é mais o astro do show financeiro — ele perdeu espaço para as fintechs, criptomoedas e fundos de índice que prometem retornos astronômicos. Mas, ao contrário do que alguns "gurus" gostam de pregar, ele não está morto. Na verdade, pode ser uma das melhores opções para quem quer construir patrimônio sem perder noites de sono.
A Grande Confusão: Locação vs. Valorização
Quando alguém fala sobre investir em imóveis, a maioria das pessoas só pensa na locação. "Ah, vou comprar um apartamento, alugar por R$ 2 mil e pronto, estou rico!" Claro, isso parece ótimo em um mundo onde ninguém paga IPTU, condomínio ou reformas. Mas aqui está o que esses entusiastas amadores esquecem: a valorização do imóvel.

Vamos colocar os números na mesa. Um studio bem localizado em São Paulo — perto da Paulista, do Ibirapuera ou do Allianz Parque, com estações de metrô e hospitais à disposição — pode gerar uma rentabilidade anual de 13% a 15% apenas com aluguéis de curta temporada. Parece bom? Agora adicione a valorização média desses imóveis, que nos últimos anos ficou em torno de 5,8% ao ano. De repente, estamos falando de retornos superiores a 20%. Isso não é só bom; é insultantemente bom.
Mas, claro, sempre há um "mas". Se você decidir investir em um imóvel no meio do nada porque achou barato, boa sorte. Localização é tudo. Comprar um imóvel em uma região sem infraestrutura é como tentar vender gelo para um esquimó: possível, mas desnecessariamente difícil.
O Tijolo Contra o Mundo
Agora, vamos falar de algo que pouca gente menciona: o trauma econômico brasileiro. Nos anos 1980 e 1990, enquanto o governo confiscava poupanças e a inflação devorava salários, os imóveis permaneceram firmes. Eles eram como aquele amigo confiável que nunca te abandona, mesmo quando você está bêbado às 3 da manhã e precisa de um Uber.
Isso deixou cicatrizes psicológicas profundas. Para muitos brasileiros, imóveis são mais do que ativos financeiros; são refúgios emocionais. Enquanto dinheiro no banco pode evaporar com uma decisão política infeliz, um tijolo é... bem, um tijolo. Ele existe. Ele não some. E isso importa. Muito.
Então, sim, aplicações financeiras podem render mais em determinados cenários. Mas elas também exigem que você tenha nervos de aço para lidar com a volatilidade do mercado. Já um imóvel? Ele simplesmente fica lá, ganhando valor enquanto você dorme. É como ter um empregado silencioso que trabalha 24/7 sem reclamar.
Financiamento: O Vilão que Virou Herói
Aqui vai outra meia-verdade que precisamos enfrentar: financiar um imóvel é ruim. Pelo menos, é o que dizem aqueles que nunca fizeram as contas direito. Em momentos de alta da Selic, como agora, financiar pode ser uma estratégia brilhante. Calma, eu explico.

Imagine isso: você dá uma entrada de 30% no imóvel e mantém o restante do capital aplicado em renda fixa. Agora você tem duas coisas acontecendo simultaneamente: (1) o imóvel está gerando renda via locação e valorização; e (2) seu dinheiro investido está rendendo juros enquanto você paga as parcelas do financiamento. É como matar dois coelhos com uma cajadada só.
Claro, essa estratégia exige disciplina e planejamento. Mas, convenhamos, quem disse que ficar rico era fácil? Se fosse, todos nós estaríamos tomando caipirinhas em Búzios enquanto nossos robôs cuidam das finanças.
Conclusão: O Tijolo Continua Sólido
Então, qual é a lição aqui? O mercado imobiliário não é sexy, não é disruptivo e definitivamente não vai impressionar seus amigos na mesa de bar. Mas ele funciona. Funciona muito bem, aliás, especialmente para quem busca segurança, previsibilidade e crescimento consistente.
Se você está pensando em investir em imóveis, pare de olhar apenas para a locação. Considere a valorização, a localização e o impacto emocional que esse tipo de ativo pode ter na sua vida. E lembre-se: não é sobre seguir modinhas financeiras ou tentar surfar a próxima onda de criptoativos. É sobre construir algo que vai durar, algo que vai crescer com você.
No final das contas, o "tijolo" pode não ser o investimento mais glamouroso do mundo, mas ele continua sendo uma escolha inteligente para quem quer prosperar a longo prazo. E, sinceramente, quem precisa de glamour quando se pode ter resultados reais?
PS: Se você ainda acha que imóveis são ultrapassados, pergunte a si mesmo: quantos bilionários você conhece que não têm pelo menos um imóvel na carteira? Exatamente.




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