Mercado Imobiliário Supera Inflação e Registra Alta de 7,03% nos Preços Residenciais em 2024
- Cartaxo Imóveis
- 3 de dez. de 2024
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Os preços dos imóveis residenciais têm registrado crescimento expressivo em 2024, superando a inflação acumulada até novembro, conforme os dados do Índice FipeZAP de Venda Residencial. Enquanto o índice aponta uma alta de 7,03% nos preços de venda, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE, apresentou uma elevação de 4,53% no mesmo período.

Desempenho mensal e comparativo
No mês de outubro, o ritmo de valorização desacelerou ligeiramente, com uma alta de 0,49% no preço médio dos imóveis residenciais, em comparação aos 0,60% registrados em setembro. Essa valorização mensal foi observada em 45 das 56 cidades monitoradas, destacando-se imóveis com um dormitório como os que mais subiram de preço, enquanto as unidades com dois dormitórios e aquelas com quatro ou mais apresentaram menor valorização.
O preço médio nacional dos imóveis residenciais ficou em R$ 9.306/m². Entre as cidades, Balneário Camboriú (R$ 13.762/m²), Itapema e Vitória lideraram como os mercados mais caros do país.
Dados específicos de São Paulo

Na cidade de São Paulo, os preços continuam refletindo a força do mercado imobiliário local. Segundo o levantamento, a capital paulista apresenta uma média de preços superior à nacional, acompanhando o crescimento impulsionado por áreas nobres como Jardins, Itaim Bibi e Vila Nova Conceição, que são altamente procuradas por compradores de alto padrão. Os studios e apartamentos menores têm se destacado, alinhados à demanda por unidades mais compactas em regiões centrais.
Acumulado dos últimos 12 meses

No acumulado de 12 meses, os preços de venda residencial cresceram 7,34%, mantendo-se acima da inflação e demonstrando uma valorização consistente em 55 das 56 cidades pesquisadas. Paula Reis, economista do DataZAP, destaca que esse desempenho reflete o aquecimento do mercado imobiliário ao longo de 2024, indicando que o ano deve encerrar com crescimento superior a 2023, quando o índice subiu 4,82% no mesmo intervalo.
Esse cenário reforça a resiliência e o otimismo no setor, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo, onde a procura por imóveis segue elevada, tanto para moradia quanto para investimento.




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